
Você passeia entre meus outros eu
E percebe que a menina que amava nunca esteve ali porque
O que reside nem sempre se apresentou
E você não sente mais graça, nem amor
Não vê mais nada com brilho com olhos
Não olha mais com amor
Não admira mais
Só pensa o quanto eu poderia calar a boca
Ficar quieta um minuto pras outras coisas te darem paz
(O que realmente te da paz?)
Sinto que as danças, as músicas e os vídeos marcados se perderam entre grito de contas e acertos horrorosos que se cobrem de culpa
Você não sabe que voltei a escrever
Ou que já fiz mais do que você jamais leu de mim
Procurou por tanto tempo e depois aquilo que mais confiava
E agora procura migalhas em mim ou em outras
Não sinto mais seu toque. Seu amor em outros olhos. Sua saudade pelas avenidas. Só sinto o alívio da porta de casa quando você vê que eu já fui.
Em algum momento, ainda fui quem você sempre sonhou pro resto da sua vida, mas carrego mais confusões do que as do meu pai.
Dessa maneira, espero que um dia você se liberte da gaiola que me colocou porém esqueceu de trancar.
Espero que diga pra quem consiga ouvir, já que você cortou meus ouvidos.
E mostre pra quem nunca pode ver
Como eu te vi.