
comecei, no domingo, a procurar folhas de caderno pra deixar na porta da minha vida quando alguém entrar.
tudo que eu deixo à mostra ou escrevendo, gritando porque aquilo é tão errado parece não ser o bastante.
sou a mais fraca de todas.
a mais fácil e a mais difícil de lidar.
é por isso que estou em uma das últimas páginas no dicionário, nem ele nem ninguém vai realmente saber o significado.
mas isso não é uma tragédia total.
ser a mais manipulável, te dá uma certa vantagem na corrida, você é sempre a escolha mais fácil. não é isso que todo mundo procura?
demorar pra passar o papel de despreocupada parece ser só um nível mais complicado; tal como os vilões pequenos do jogo que levam ao vilão final
acho que quando for terça-feira vai tudo voltar ao normal.
todas as placas, significados, frases e pretensões nunca vão se tornar o suficiente pra quem se deixar vencer por qualquer coisa.
e quando eu digo que não vou poder, é como um sopro na minha vela de aniversário todo ano
desaparece mais rápido que eu posso contar.
é como meu pai sempre diz, um dia da caça outro do caçador.
se eu fui sempre a escolha mais plasível no momento, os dias de caça nunca chegarão ao fim.
é assim que todas as idiotas fazem.
todas as escolhas são deles.